A Anthropic, desenvolvedora do Claude, publicou um documento importante nesta semana. Chamado S-1, o documento foi protocolado pela empresa na SEC - a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos - na segunda-feira (26).
Com 289 páginas, o documento é o prospecto da abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da Anthropic na Nasdaq.
Dessas, 93 foram dedicadas a fatores de risco. Isto é, possíveis entraves para o negócio prosperar.
A princípio, isso pode soar burocrático. E é mesmo. Afinal, trata-se de um documento voltado para investidores em potencial.
Mas, quando o assunto é desenvolvimento de inteligência artificial (IA), alguns entraves potenciais podem ser lidos como riscos existenciais para a humanidade.
“Ora, por que uma empresa de IA alerta para riscos que ela própria pode criar?”, você talvez esteja se perguntando.
O Olhar Digital conversou com um especialista para entender não só esta aparente contradição, mas os alertas existenciais listados pela empresa.
Seção sobre riscos em documento da Anthropic ‘funciona como bula de remédio’, explica professor
É comum que empresas que planejam abrir seu capital descrevam fatores de risco.
“A seção de fatores de risco existe para proteger a companhia diante do investidor”, explica Kenneth Corrêa, especialista em IA e professor da FGV.
“Pela lei americana, um risco omitido que depois se materializa vira processo de acionista”, acrescenta o especialista.
