Nizan Guanaes passou a vida criando campanhas para os maiores anunciantes do país. Agora quer falar com quem nunca contratou uma agência. Ele contou que está lançando a própria inteligência artificial voltada à publicidade, e que o alvo não é a grande empresa.
“Eu quero ser a camiseta Hering, eu quero ser o jeans, coisas que são simples para o povo”, disse. “Eu quero ser a Shopee, eu quero ser a Zara. Eu quero ser o basicão.”
A comparação com marcas de massa resume a ambição do projeto. Em vez de sofisticação, acesso. Nizan descreveu como público as cidades pequenas e médias que ficaram fora do radar do mercado publicitário, citando lugares da Bahia, sua terra natal, como Trancoso e Belmonte, “onde nasceu meu tio”, e até “uma cidade próspera dentro do interior do Amapá, só que ela não tem acesso ao mercado publicitário”.
Sem jargão, em “brasileiro”
Para ele, o pequeno empresário não precisa de mais ferramentas sofisticadas. Precisa de algo que entenda. “Ele não quer complexidade. E ele não quer os termos da propaganda”, afirmou. “Então, primeiro, simples. Eu não vou nem falar português, vou falar brasileiro.”
A preocupação com a linguagem é o centro do discurso. Nizan disse que, enquanto as agências globais copiavam a cultura americana, ele preferiu falar a língua local, e criticou campanhas pensadas para júris de festival e não para o consumidor.
