São Paulo - Priscila Custódio, de 24 anos, que teria sido assassinada por João Roberto Bolelli, um pecuarista de 62 anos, no interior de São Paulo, estava sendo monitorada por João e teria sido agredida pelo fazendeiro dias antes da sua morte, segundo uma amiga de Priscila.
De acordo com o boletim de ocorrência do caso, ao qual o Metrópoles teve acesso, Pollyanna Ribeiro Botelho De Jesus, amiga de Priscila, afirmou às autoridades que a vítima nunca havia dito que João era uma pessoa violenta, mas na sexta-feira antes do ocorrido, no dia 23 de outubro, Priscila disse ter sido agredida pelo fazendeiro. Pollyana também relata ter visto pessoalmente lesões apresentadas por Priscila que seriam em decorrência dessas agressões.
Além disso, Priscila teria dito a Pollyana que João contratava pessoas para segui-la e tirar fotos dela em vários momentos, como entrando em táxis, e que, durante o episódio de agressão, o fazendeiro afirmou expressamente que daria “um tiro na cabeça dela” caso a vítima tentasse retornar para a cidade de Perdizes, em Minas Gerais.
Segundo a amiga relatou às autoridades, a vítima e João mantinham um relacionamento “esporádico” desde julho de 2026, mas Pollyanna informou que Priscila também se relacionava com uma outra pessoa, há aproximadamente quatro meses, e que essa pessoa sabia das ameaças anteriormente feitas pelo fazendeiro à vítima.
