O rover Perseverance, da NASA, detectou em Marte partículas de poeira com cerca de 100 nanômetros de largura, aproximadamente 500 vezes mais finas que um fio de cabelo humano.
A descoberta pode ajudar a entender os riscos que esse material representa para a saúde de futuros astronautas e para a conservação de trajes espaciais e habitats em missões tripuladas ao planeta.
Poeira marciana preocupa pesquisadores
A detecção foi feita pelo instrumento PIXL, que analisou partículas acumuladas nos equipamentos do rover e em amostras de materiais transportadas para avaliar sua interação com a poeira. Além das partículas ultrafinas, de cerca de 100 nanômetros, o equipamento identificou partículas com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro.
Partículas tão pequenas podem penetrar profundamente nos pulmões, alcançar a corrente sanguínea e, potencialmente, prejudicar órgãos vitais. Isso não significa, porém, que sejam necessariamente mais perigosas. Segundo Scott VanBommel, cientista planetário da Universidade de Washington em St. Louis e autor principal do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, o risco depende da dose e do tempo de exposição.
A composição do material também é motivo de preocupação. A poeira marciana contém sílica, compostos de ferro e compostos de cloro, como o perclorato, substâncias que podem ser prejudiciais em doses suficientemente altas.
