A eleição presidencial no Brasil terminou no domingo (25/10). Agora, é hora de respeitar o resultado das urnas, baixar as armas e entender que a disputa eleitoral tem regras que precisam ser respeitadas por todos.
Não é momento de quem perdeu levantar suspeitas infundadas sobre o sistema eleitoral. Tampouco de quem ganhou provocar o adversário. A democracia depende da capacidade de vencedores e derrotados de conviver sob as mesmas regras.
Aos vencedores, cabe a responsabilidade de governar. Isso exige mais do que celebrar a vitória: será necessário construir pontes, negociar e buscar apoios para garantir governabilidade em um Congresso Nacional predominantemente de direita.
O resultado das urnas confere legitimidade ao mandato, mas não elimina a necessidade de diálogo com forças políticas que pensam diferente. Governar é construir maiorias, e não transformar a vitória eleitoral em autorização para ignorar o adversário.
Aos derrotados, por sua vez, cabe reagrupar forças, rever estratégias e se organizar para exercer uma oposição firme e qualificada. Questionar decisões do governo, fiscalizar o uso dos recursos públicos e apresentar alternativas são atribuições legítimas de quem não venceu.
O que não cabe é colocar sob suspeita o processo eleitoral sem provas ou tratar as instituições democráticas como legítimas apenas quando o resultado favorece o próprio grupo. Perder uma eleição não significa abrir mão de fazer política. Significa fazê-la a partir de outro lugar.
