O serviço de segurança interna de Israel, Shin Bet, suspeita de que uma possível operação de financiamento estrangeiro foi destinada a interferir nas eleições parlamentares realizadas nesta terça-feira, 27. Catar e Turquia aparecem entre os países mencionados. A apuração rastreia possíveis transferências de recursos para organizações ligadas à mobilização de eleitores árabes, segundo a mídia israelense.
O Shin Bet busca esclarecer se valores expressivos foram utilizados para estimular a participação eleitoral por meios ilegais. Os investigadores também examinam movimentações financeiras realizadas por casas de câmbio e instituições locais, algumas delas supostamente associadas a mecanismos anteriormente empregados no financiamento de atividades terroristas. Ainda não há comprovação da origem, do destino ou da utilização irregular desses recursos.
O presidente do Comitê Eleitoral Central, juiz Noam Sohlberg, determinou que o diretor do Shin Bet, David Zini, aprofundasse as investigações. Em documento encaminhado nesta quarta-feira, 28, o magistrado classificou as denúncias como graves, mas ressaltou que não dispunha de elementos suficientes para confirmar sua procedência. Também solicitou a apresentação de eventuais descobertas no prazo de uma semana, em razão dos limites legais para contestar os resultados das urnas.
O Shin Bet já possuía informações de inteligência sobre possíveis remessas clandestinas antes da votação, mas não as havia comunicado à autoridade eleitoral.
