BRASIL - Um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o auxílio-reclusão voltou a circular nas redes sociais após o segundo turno das eleições de 2026, acompanhado de publicações que sugerem que o benefício foi cortado recentemente. No entanto, a gravação é de março deste ano, quando o presidente sancionou o projeto conhecido como Lei Antifacção.
A checagem foi publicada pelo UOL Confere nesta quinta-feira (29). Na ocasião da gravação, Lula sancionou a proposta que restringiu o acesso ao auxílio-reclusão para dependentes de pessoas presas por envolvimento com facções criminosas ou milícias.
As publicações que circulam nas redes utilizam trechos de um discurso no qual Lula fala sobre impedir o pagamento do benefício a familiares de integrantes de organizações criminosas. A legenda atribui a declaração a uma medida anunciada após o resultado eleitoral, o que é enganoso.
Quem tem direito ao auxílio-reclusão?
O auxílio-reclusão não é pago diretamente à pessoa presa. O benefício previdenciário é destinado aos dependentes de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de baixa renda que estejam presos e cumpram os requisitos legais.
Entre os possíveis beneficiários estão cônjuges ou companheiros, filhos que atendam aos critérios previstos na legislação, pais e irmãos que cumpram as condições exigidas.
Desde a Reforma da Previdência de 2019, o valor do auxílio-reclusão é limitado a um salário mínimo. Em 2026, o teto informado pelo UOL é de R$ 1.621.
