Postagens que incentivam empresários a não contratarem eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ameaças de demissão por posicionamento político e listas de boicote a estabelecimentos comerciais associados à esquerda ganharam força nas redes sociais logo após a consolidação do resultado do segundo turno das eleições. O fenômeno, que se espalhou pelo país, já mobiliza a Justiça do Trabalho em Goiás e no âmbito nacional.
Em Goiás, o Ministério Público do Trabalho (MPT-GO) contabilizou 15 novas denúncias de assédio eleitoral registradas imediatamente após a votação de domingo. O montante se soma às 42 notificações formalizadas antes do pleito, totalizando 57 casos no estado. A maioria absoluta dos procedimentos corre sob sigilo a pedido dos próprios denunciantes. Por essa razão, os detalhes específicos de cada queixa são mantidos em reserva, embora todos os registros estejam classificados sob a tipificação de assédio eleitoral.
O cenário goiano reflete uma tendência nacional. Em menos de 24 horas após o encerramento da votação, o MPT registrou mais de 240 denúncias em todo o território brasileiro. “A eleição acabou, mas o assédio eleitoral não”, alertou o procurador-geral do Trabalho, Glaucio Araújo de Oliveira, em declaração pública divulgada nesta terça-feira (27/10).
