O pastor e empresário Márcio Poncio (foto em destaque) voltou a ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29/10), durante a 9ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e uso de empresas para dissimular a propriedade de bens e valores. Preso em julho deste ano na quinta fase da ação, ele teve a prisão preventiva convertida em domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ocasião, a PF apurava indícios de lavagem de dinheiro envolvendo o chamado “paco” da nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e possíveis ligações com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo. A investigação também mirava pagamentos do jogo do bicho e da “Máfia do Cigarro” a agentes públicos.
Márcio Poncio, empresário do setor de tabaco e membro da Igreja da Nuvem, construiu sua trajetória nesse mercado, o que lhe rendeu o apelido de “pastor do cigarro”.
Ele foi preso em um flat na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 2 de julho. Na semana seguinte, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva em domiciliar. Poncio deixou a cadeia em 12 de julho.
Na mesma fase da operação, a Justiça decretou a prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho e apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no Rio, além do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estava preso.
