O jornalista Paulo Figueiredo disse que a ferramenta ChatGPT ajudou a produzir diferentes versões da carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois de fugir aos Estados Unidos. Em publicação no X, Figueiredo disse que viu “teorias da conspiração mirabolantes” sobre as diferenças entre os documentos, mas que a explicação seria mais “banal”.
Segundo ele, Eduardo Bolsonaro (PL) pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República. A ferramenta, porém, escolheu uma versão antiga, da época em que o Brasil era escrito com Z, e que eles não entenderam a razão da troca.
O segundo erro, segundo Figueiredo, foi a inclusão de um trecho de uma versão anterior, em que Flávio se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito”. Na versão corrigida, a expressão foi substituída por “verdadeiro líder”. O jornalista disse que a mudança descreveria melhor a situação jurídica e teria um sentido moral: “A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo”.
Figueiredo declarou que a carta passou por várias versões e que teve a contribuição de mais de uma pessoa. Disse também que recebeu autorização para distribuir o documento à imprensa e que, depois de perceberem os erros, as versões foram corrigidas. Para evitar divergências, segundo ele, Flávio publicou a versão revisada em seu próprio perfil.
