São Paulo, A soldado da Polícia Militar (PM) Deisy Aparecida Cardoso Romão, responsável por liberar o empresário Fernando Sastre, sem realizar o teste do bafômetro, após ele provocar o acidente de trânsito que matou um motorista de aplicativo, em março de 2024, reforçou nesta quinta-feira (29/10) que não tinha o aparelho para realizar o teste na viatura naquele dia e que o liberou depois de ser enganada. Segundo ela, a mãe de Sastre pediu para que o empresário fosse liberto para ir até um hospital por conta de um sangramento no nariz. No entanto, ele não foi encontrado na unidade médica.
O depoimento da policial faz parte do segundo dia do julgamento de Fernando Sastre no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Deisy acrescentou que não havia uma viatura no local para atender o ferimento do empresário e foi quando ela decidiu pela liberação da mãe dele para levá-lo ao hospital. Ela argumentou que a iluminação do local estava prejudicada no momento da ocorrência e que não viu sinais de embriaguez no motorista que impedissem o encaminhamento.
Questionada se recolheu a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Sastre, a policial afirmou que não se recorda, pois precisava fazer a qualificação de Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche Sastre e fraturou quatro costelas em razão do acidente, além de precisar obter a burocracia médica para registrar a ocorrência na delegacia.
