Por Tiago Salazar e André Costa
A Justiça de São Paulo rejeitou a denúncia do Ministério Público contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, pelo suposto uso de recursos do clube para contratação de um empresa de segurança particular.
A juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, da 2ª Vara Criminal de São Paulo, entendeu que não há elementos mínimos para abrir uma ação criminal por apropriação indébita. A decisão é datada de terça-feira (27) e foi assinada nesta quinta-feira (29).
Segundo a acusação, Stabile teria utilizado aproximadamente R$ 721,2 mil do Corinthians, entre julho de 2025 e agosto de 2026, para pagar serviços da empresa Bear Security. O MP sustentava que os seguranças atendiam a interesses particulares do presidente e de seus familiares, sem justificativa institucional.
A magistrada, porém, destacou que a contratação tinha contrato escrito, passou pelos controles internos do clube e contou com emissão de notas fiscais. Ela também ressaltou que os serviços foram efetivamente prestados e que não havia demonstração de que o dirigente tivesse se apropriado dos valores.
Responsável pelo caso, o promotor Cássio Roberto Conserino pretende recorrer da decisão.
Defesa apontou necessidade de proteção
Durante o processo, a defesa de Stabile afirmou que a contratação ocorreu em razão de ameaças e riscos relacionados ao exercício da presidência.
