Em 15 de novembro de 2021, GTA: The Trilogy - The Definitive Edition tinha nota 0,5 de usuários no Metacritic, entre as piores do site. Quatro dias antes, a coletânea havia chegado a seis plataformas. Remasterizar parece simples: pega o jogo que todo mundo ama, melhora o visual e vende de novo. Só que não foi isso que aconteceu aqui, nem nos outros três casos desta lista, e cada um deixou uma lição diferente.
Silent Hill HD Collection: o código que não era o final
Lançada em março de 2012 para PS3 e Xbox 360, a coletânea de Silent Hill 2 e 3 nasceu de um arquivo da Konami que não trazia a versão final dos jogos. Para cobrir as lacunas, a equipe usou linhas de código substitutas, que geraram bugs inesperados, e teve de extrair objetos, texturas, modelos e sons do jogo já compilado. O resultado foi estranho: a pele e a roupa da Heather mudavam de cor de uma cena para outra. No PS3, o framerate era destravado e oscilava, a instalação obrigatória ocupava 4 GB e a névoa ficou fraca. A Konami lançou um patch para o PS3, mas cancelou o do Xbox 360 em agosto de 2012. A lição: arquive a versão final do código e escolha o estúdio pela experiência em remaster, não pela relação antiga.
GTA: The Trilogy: chuva demais e placas com erro
Feita pela Grove Street Games, e não pela Rockstar, sobre Unreal Engine 4, a trilogia chegou em 11 de novembro de 2021.
