O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destaca sua aliança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um outdoor de campanha de seu partido em Tel Aviv
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Duas eleições realizadas em continentes diferentes, com apenas alguns dias de intervalo, poderão ter consequências profundas para o mundo.
Por uma coincidência do calendário eleitoral, milhões de eleitores separados por cerca de 9.600 quilômetros exercerão seus direitos democráticos nesta e na próxima semana.
Em Israel, os eleitores foram às urnas na terça-feira (27) para eleger um novo Parlamento. E na terça que vem (3), será a vez dos eleitores dos Estados Unidos escolherem praticamente um novo Congresso (nem todas as cadeiras estarão em disputa).
Tip O'Neill, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos EUA (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira), certa vez teria dito que "toda política é local". Mas as consequências dessas eleições serão, sem dúvida, globais.
Isso porque as eleições de Israel e dos EUA não apenas ocorrerão em datas próximas, mas também estão interligadas.
O futuro governo de Israel terá um impacto duradouro sobre o Oriente Médio e as guerras em curso na região.
E qualquer mudança na composição política dos EUA poderá influenciar não apenas essas guerras, mas também o futuro da economia global.
Por que as eleições nos EUA e em Israel têm consequências globais
