O movimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) de não reconhecer o resultados das eleições brasileiras e fugir para os Estados Unidos enquanto se autodeclarou presidente do Brasil, não encontrou apoio político. Além de desagradar aliados, a manobra não foi reconhecida por líderes internacionais de direita que, em sua maioria, já reconheceram a vitória de Lula.
Depois da derrota no pleito que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para seu quarto mandato, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde chegou nessa quarta-feira (28/10). Após chegar no país, o senador publicou uma carta na qual fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro e se autointitulava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Horas depois, Flávio postou uma nova versão da carta, onde substituiu o título por “líder do Brasil”.
A manobra realizada pelo candidato derrotado, contudo, não parece ter tido o efeito esperado. Horas após a publicação do comunicado, membros do próprio Partido Liberal (PL), pelo qual Flávio Bolsonaro foi candidato à Presidência da República, declararam não terem provas de que as eleições teriam sido fraudadas, contradizendo o senador.
“O PL não pode fazer essa afirmação porque não tem prova nesse sentido […] Se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas […] Me foi perguntado se eu concordo com uma fraude [nas eleições].
