SÃO LUÍS - O Festival Interativo de Música e Arquitetura (FIMA) realiza sua etapa em São Luís propondo um mergulho nas conexões históricas e artísticas entre o barroco brasileiro e o Oriente. Em participação no programa Atualidades, da rádio Mirante News FM, os organizadores do projeto, Pablo Castellar - idealizador e responsável pela coordenação-geral e direção artística - e Bruno Procopio - diretor musical do projeto e cravista --, detalharam como a iniciativa combina concertos presenciais, tecnologia e ações pedagógicas nas escolas públicas para aproximar o público da riqueza patrimonial do país por meio da arte.
A programação destaca a influência da chinoiserie na arquitetura e na música do período colonial, promovendo o encontro entre instrumentos do barroco europeu, composições tradicionais chinesas e obras consagradas de mestres da música clássica. Além da apresentação no Teatro Arthur Azevedo, a iniciativa engloba o projeto educativo "FIMA na Escola", capacitando professores para multiplicar esse conhecimento em sala de aula, além de disponibilizar acervo digital com apresentações filmadas e tecnologia interativa.
"O Brasil é um país misturado, um país miscigenado. E, às vezes, a gente esquece nossas próprias origens […]. Isso é o enriquecimento que nós temos. Então, muitos países têm uma cultura antiga, uma cultura que lhe é própria, mas o Brasil foi construído disso, de inúmeras pessoas", Bruno Procopio, diretor musical do FIMA e cravista.
