A produtividade da soja não depende apenas da escolha de uma cultivar ou da aplicação de fertilizantes. Em Tatuí, no sudoeste paulista, a produtora rural Raquel Bueno de Miranda encontrou no manejo do solo o caminho para elevar os resultados da lavoura e alcançar a marca de 100 sacas por hectare. A mudança veio após a adoção de práticas agrícolas orientadas por análises técnicas e pelo acompanhamento do engenheiro agrônomo Leandro Barcelos, criador da metodologia A Raiz da Solução (ARDS).
A propriedade também cultiva milho, sorgo e trigo, mas a soja é a principal cultura de verão. Antes das mudanças implementadas nos últimos cinco anos, a produção enfrentava limitações relacionadas ao sistema de plantio convencional e à ausência de palhada, fatores que comprometiam o potencial produtivo da área.
“Antes, a gente ainda fazia sistema de plantio convencional, não tinha palhada e a produtividade era muito baixa em vista da nossa realidade hoje na propriedade”, relata Raquel à equipe do Soja Brasil.
Entre as principais mudanças adotadas estão as correções de solo com calcário e gesso, realizadas anualmente, e a implantação de plantas de cobertura, como a braquiária, durante a entressafra. O objetivo é elevar o pH do solo, ampliar a disponibilidade de cálcio e magnésio e melhorar as condições físicas para o desenvolvimento das raízes.
O trabalho também envolve cuidados com o plantio, a regulagem dos equipamentos e as pulverizações.
