A Prefeitura de São Paulo anunciou a exigência de reconhecimento facial para os profissionais autorizados a acessar imagens e informações do Smart Sampa. A medida foi apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) na terça-feira (27), uma semana após a revelação de um vazamento de credenciais do sistema de vigilância.
Segundo Nunes, a autenticação passou a valer naquele dia para agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e para os nove promotores que terão acesso à plataforma por meio de uma parceria com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A checagem identifica quem consulta o sistema.
O Smart Sampa reúne câmeras públicas e privadas e usa reconhecimento facial para procurar pessoas em bases de foragidos e desaparecidos. A plataforma também identifica placas de veículos e emite alertas para as equipes de segurança.
O que ficou exposto no vazamento
Em 20 de outubro, o UOL revelou que um repositório público expôs informações restritas por cerca de 11 meses. O material incluía 181 logins e senhas, dados de mais de 6 mil agentes de segurança e instruções para reproduzir uma interface de acesso ao Smart Sampa.
As credenciais permitiam consultar imagens de uma rede com mais de 58 mil câmeras, inclusive em creches, escolas, unidades de saúde e serviços de atendimento a dependentes químicos. Para comprovar o acesso em tempo real, a reportagem acompanhou a própria imagem em oito câmeras de totens privados conveniados, nos Campos Elíseos, no centro da capital.
