A Justiça Federal autorizou nesta terça-feira (27) que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), realize consultas psiquiatrícas com um médico particular de sua confiança, desde que o atendimento seja realizado por videoconferência.
A decisão foi tomada por maioria pela 2ª Seção do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que acolheu os pedidos da defesa e garantiu ainda o direito de acessar as gravações das teleconsultas psiquiátricas realizadas por ele em 2024.
Marcola cumpre penas que, somadas, ultrapassam 300 anos de prisão na Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal.
A defesa de Marco Willians, representada pelo advogado Bruno Ferullo, alegou preocupação com a saúde mental de Marcola, submetido a isolamento total desde março de 2024.
Segundo o advogado, a condição poderia estar causando “sérios danos psicológicos”, sendo percebidos, inclusive, por familiares de Marcola durante as visitas. Os parentes apontaram mudanças comportamentais e oscilações na percepção da realidade por parte do preso.
Vale ressaltar que as alegações, no entanto, não representam um diagnóstico médico confirmado pela Justiça que, em recursos anteriores da defesa, negou a realização de consultas psicológicas.
Diante da situação, foi solicitada uma avaliação independente, conduzida por especialistas da área forense indicados pela própria defesa.
