Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os diferentes segmentos do setor reconheceram o resultado das urnas, mas apresentaram uma lista de prioridades para o próximo mandato, que inclui responsabilidade fiscal, segurança jurídica, redução dos juros, melhoria do ambiente de negócios e estímulo à inovação.
As manifestações mostram que, encerrada a disputa eleitoral, parte do setor busca manter canais de diálogo com o Palácio do Planalto sem abandonar críticas à condução da política econômica e às condições enfrentadas pelos produtores.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), por exemplo, afirmou que respeita a decisão dos eleitores, mas defendeu mudanças na condução econômica. A entidade citou a votação recebida pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) como um indicativo de que uma parcela expressiva da população espera mudanças.
Entre as medidas defendidas pela Faesp estão a simplificação tributária sem aumento da carga sobre o setor produtivo, a redução sustentável dos juros, o controle dos gastos públicos e maior eficiência do Estado. A federação também defendeu a proteção ao direito de propriedade e a previsibilidade jurídica para a atividade agropecuária.
A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por sua vez, defendeu diálogo e pacificação política, além de planejamento de longo prazo.
