Um estudo interno divulgado pela Anthropic revelou que os agentes de inteligência artificial da empresa já trabalham seis horas para cada hora de um funcionário humano. O resultado direto desse avanço é queda no número de contratações.
Os agentes são ferramentas capazes de pensar e tomar decisões de forma autônoma, com pouquíssima interferência humana.
O especialista em IA e colunista da CNN Brasil Álvaro Machado Dias explicou que, nesse novo cenário, o papel do trabalhador humano se aproxima cada vez mais da gestão. “Ele faz o trabalho que era do chefe dele”, afirmou Machado.
Segundo ele, as principais funções humanas passam a ser escrever planos para que a IA execute tarefas, checar os resultados produzidos e avaliar se é possível avançar para a próxima etapa ou se são necessários ajustes no caminho.
Mudança no perfil das contratações
As empresas estão contratando menos, mas buscam profissionais com expertise técnica capaz de ser aplicada diretamente em fluxos de inteligência artificial.
“Há uma mudança no perfil das contratações e isso está mexendo com todos os departamentos”, destacou Machado.
Para ele, departamentos inteiros, como o de marketing, já não existem da mesma forma que há dois anos. Nesse contexto, profissionais iniciantes perdem espaço, pois as empresas passam a priorizar quem já chega com habilidades técnicas prontas para serem aplicadas.
