A Volkswagen aprofundou ainda mais seu prejuízo no terceiro trimestre, registrando seu pior resultado em mais de uma década, enquanto a segunda maior montadora do mundo enfrenta desafios gigantescos em mercados-chave e inicia uma grande reestruturação.
A maior montadora da Europa registrou um prejuízo operacional de 5,9 bilhões de euros (US$ 6,59 bilhões) durante o trimestre, afetada por itens extraordinários que totalizaram cerca de 8 bilhões de euros, em grande parte relacionados a uma baixa contábil no valor de sua participação na subsidiária Porsche.
“Os resultados dos nove meses deixam uma coisa clara: não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, afirmou o diretor financeiro Arno Antlitz em uma declaração em vídeo.
A receita de vendas também caiu 6% no terceiro trimestre, para 75,3 bilhões de euros.
As ações caíam 2% após a divulgação do relatório trimestral.
Os resultados ressaltam a pressão sobre a Volkswagen para reformular seu modelo de negócios diante da concorrência acirrada na China, bilhões em custos anuais com tarifas e uma expansão onerosa dos veículos elétricos na Europa, onde os rivais chineses também estão ganhando terreno.
O presidente-executivo Oliver Blume planeja cortar 100 mil empregos em toda a empresa, o que inclui as marcas Audi e Porsche.
