Como este mundo pode ser divertido! O colunismo isentão, equilibrista entre a democracia e o afascistamento, levou Flávio Bolsonaro a cometer o mais grotesco dos erros: dizer quem realmente é.
Uma nota: esse falso centrismo me enoja mais do que o reaça que baba até a última gota de ódio. Este é, afinal, mais identificável do que um piruá numa vistosa tigela de pipocas. O ambíguo e anfíbio não. Encarna o papel de um prudente impostor. Não é bom o bastante para o Céu nem mau o bastante para brilhar no Inferno. Dante reservou a esse tipo um castigo terrível no “Vestíbulo”. Procurem. Mas volto.
O valentão que foge sentiu-se acolhido pela turma do nem-nem e escreveu uma carta golpista. Quem o conduziu ao Inferno foram esses bacanas… Vá lá: tiveram utilidade uma vez na vida ao menos. Vamos ver.
Alexandre de Moraes fez a coisa certa ao atender ao pedido da Polícia Federal e mandar recolher os passaportes do candidato derrotado à Presidência. Mas logo apareceram os “isentistas”, aqueles sempre no meio do caminho entre a corda e o pescoço, para dizer que, de novo, o ministro havia exagerado. Sempre escarneço de formulações que começam assim: “Especialistas se dividem…”. Bem, os experts muitas vezes não se entenderam nem sobre as virtudes ou os malefícios do ovo… Adiante.
O tal Zero Um animou-se. Sentiu que, quem sabe?, teria uma vez mais setores da imprensa a seu lado e então assumiria a condição de vítima do Xandão.
