Uma tragédia que marcou a aviação civil da Nigéria completa 20 anos nesta quinta-feira: em 29 de outubro de 2006, o Boeing 737-200 decolou do Aeroporto Internacional Nnamdi Azikiwe, em Abuja, para o voo 53 da ADC Airlines, mas caiu pouquíssimo tempo depois, matando 96 pessoas - entre elas autoridades políticas - e deixando apenas nove sobreviventes.
A repercussão do episódio na época mudou as diretrizes de segurança de voo e treinamento de pilotos na Nigéria, que passaram a ser mais rigorosos após a reação ao caso.
O que aconteceu?
O voo ADC 53 saiu de Calabar, fez uma escala em Lagos e pousou na capital federal, Abuja, por volta das 10h20 (horário local) do dia 29 de outubro de 2006, antes de ir para seu destino final, Sokoto, no extremo norte da Nigéria. Por volta das 11h14, a tripulação solicitou autorização para dar partida aos motores, apesar da forte instabilidade meteorológica, com tempestades de rápida formação sobre a região do aeroporto.
O capitão Charles Kolawole Atanda e o Primeiro Oficial Celestine Okonneh ignoraram os avisos da torre de controle de Abuja sobre as rajadas de vento e pediram autorização imediata de decolagem na Pista 22. Demorou apenas 76 segundos, após sair do solo e atingir aproximadamente 1.000 pés de altitude, para o avião entrar em uma nuvem de tempestade e perder sustentação.
A asa esquerda colidiu com a copa de uma árvore e a aeronave despencou em alta velocidade em um campo agrícola, explodindo no impacto.
