A atividade da construção civil recuou no terceiro trimestre de 2026, tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), com apoio da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o nível de atividade do setor ficou em 45,9 pontos no período, ante 47,8 pontos registrados no segundo trimestre deste ano.
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De acordo com a CBIC, a queda foi impulsionada, sobretudo, pelas altas taxas de juros. Apesar dos cortes recentes, a taxa básica de juros da economia, a Selic, permanece em 13,75% ao ano.
O Brasil também registra o maior juro real do mundo, com taxa de 8,45% ao ano, à frente de Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%) e Turquia (6,25%).
“A taxa é apontada por 40% dos empresários como o principal problema do setor, aparecendo no topo da lista”, afirmou Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC.
Além dos juros elevados, a carga tributária e a escassez de mão de obra qualificada também são apontadas como fatores que dificultam a atividade do setor.
“A taxa de juros dificulta que as empresas, que são em sua maioria pequenas, consigam fazer investimentos para crescer.
