A imprensa chamou de “carta golpista” aquele troço que Flávio Bolsonaro divulgou depois de chegar a Miami. É até elogio para uma loucura que se queria com método, mas que se revelou apenas isto: maluquice, doideira, insanidade.
Com uma hora de intervalo, mais ou menos, Flávio foi de “verdadeiro presidente eleito do Brasil” a “líder do Brasil”, ou seja, do nada a coisa nenhuma. A coisa mais certa ali era o brasão da República com o nome oficial do país errado.
Era do jogo denunciar a perseguição de Alexandre de Moraes, o abuso de poder político e econômico e o uso indevido da máquina pública cometidos por Lula na campanha presidencial. Também valia citar a intervenção do ministro do STF Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, que atropelou o TSE para estender o prazo de votação a pedido do PT, o que causou a interrupção da apuração das urnas.
Flávio, no entanto, saiu da casinha ao relacionar esse fato inédito e absurdo perpetrado por Zanin a uma fraude gigantesca na contabilização dos votos.
