BRASIL - O governo federal estuda restringir o acesso ao crédito público de empresas envolvidas em casos de assédio eleitoral contra trabalhadores. A proposta foi anunciada nesta quarta-feira (28) pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante coletiva de imprensa com representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A medida prevê a criação de uma lista de empresas responsáveis por práticas como ameaças, pressões políticas e demissões motivadas pela escolha eleitoral dos funcionários. Segundo o ministro, o Banco Central poderá comunicar à rede financeira quais empregadores cometeram essas irregularidades.
O anúncio ocorre em meio ao aumento das denúncias de assédio eleitoral. De acordo com o MPT, foram registrados pelo menos 1.140 relatos nos últimos três dias. Desde o início da campanha eleitoral, o órgão contabiliza 3.080 denúncias.
Governo prepara medidas contra assédio eleitoral
Luiz Marinho informou que uma força-tarefa foi criada para enfrentar práticas de assédio eleitoral nas relações de trabalho.
A iniciativa busca identificar empresas envolvidas nas irregularidades e aplicar sanções, incluindo possíveis restrições ao acesso a recursos de crédito público.
Segundo o ministro, trabalhadores não podem sofrer ameaças, perder o emprego ou deixar de ser contratados por causa de suas posições políticas.
