As eleições legislativas em Israel terminaram sem uma maioria clara, deixando na incerteza israelenses e principalmente palestinos, que não acreditam que qualquer governo vá melhorar sua situação, nem em Gaza nem na Cisjordânia ocupada.
“Tememos que essas eleições deem lugar a uma política ainda pior”, que se traduza “em mais destruição para Gaza”, declarou à AFP Huda Al Huli, uma deslocada de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, devastada pela guerra entre Israel e o Hamas.
“É imperativo que uma voz mais humana se levante dentro da sociedade israelense para exigir o fim desta guerra, qualquer que seja o resultado das eleições”, afirmou.
Em Ramallah, na Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967, Ahmed Awad, de 67 anos, também não acredita em uma mudança profunda, dado o enraizamento da direita na sociedade israelense.
“Quaisquer que sejam os resultados das eleições, e mesmo que mudem os protagonistas, não creio que aconteça uma mudança radical ou espetacular nas políticas relacionadas com o conflito israelense-palestino”, disse.
Após a contagem de 85% dos votos das eleições legislativas de terça-feira, o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está na frente, mas sem alcançar maioria.
