A Espanha iniciou nesta quinta-feira (29) um período de três dias de luto pela morte de pelo menos 69 pessoas na colisão de dois trens ocorrida nessa quarta-feira (28), enquanto as equipes de resgate continuam procurando vítimas entre os vagões destruídos do segundo grande desastre ferroviário deste ano no país.
A tragédia, que deixou o país novamente em estado de choque, gerou mais dúvidas sobre a segurança da rede ferroviária nacional. Em janeiro, a colisão de dois trens de alta velocidade em Adamuz, na Andaluzia, deixou 46 mortos.
O acidente de quarta-feira aconteceu a 150 quilômetros ao sul de Madrid, quando um trem da companhia estatal Renfe, que havia partido da capital com destino a Sevilha, colidiu com outra composição, da empresa Iryo, que estava parada na via.
“Foi uma pancada muito forte, durou muito tempo”, disse Pablo Mejía, de 42 anos, que provavelmente escapou com vida por ter procurado um assento mais confortável em outro vagão. “Acho que nasci de novo”, afirmou, com ferimentos no rosto e o casaco manchado de sangue.
Os serviços de emergência, auxiliados por dois guindastes, continuavam procurando vítimas entre a massa de ferros destruídos nos vagões mais atingidos.
Os cães especializados da Guarda Civil também trabalhavam na área. “Eles estão percorrendo os trilhos para ver se há algum vestígio biológico, que é a nossa prioridade neste momento”, explicou Pedro Pablo Garrido, porta-voz da Guarda Civil de Toledo.
