Urna eletrônica eleições mulher
Tribunal Superior Eleitoral/TSE
As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 3.290 em 2026, até as 19h desta quarta-feira (28).
Somente em outubro, foram registradas cerca de 2,5 mil denúncias, alta de aproximadamente 353% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 76% do total de denúncias recebidas pelo MPT no ano até o momento.
Nos 28 dias de outubro, até as 19h desta quarta-feira (28), a média foi de aproximadamente 89 denúncias por dia. (veja o levantamento completo abaixo)
São Paulo lidera o número de registros, com 608 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 338, e Rio de Janeiro, com 243. Somente entre o primeiro e o segundo turnos, o MPT recebeu 946 queixas.
O número ainda está próximo ao registrado nas eleições de 2022, quando houve mais de 3,3 mil denúncias, um aumento de 1.600% em comparação com 2018.
➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho.
Além das denúncias recebidas pelo MPT, dados da Justiça do Trabalho mostram que, desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 233 somente em 2026.
MPT recebe 3.290 denúncias de assédio eleitoral no trabalho; veja como denunciar
