O Conselho de Administração do Flamengo aprovou, na 4ª feira (28.out.2026), a readequação do orçamento do clube para 2026. A revisão substituiu uma projeção de superavit de R$ 180 milhões por um deficit de R$ 40 milhões, segundo informações do ge.
A mudança representa uma reversão de R$ 220 milhões nas contas do clube. A proposta contou com pareceres favoráveis do Conselho Fiscal e da Comissão Permanente de Finanças e foi aprovada por 41 votos a favor, 6 contrários e duas abstenções.
O futebol foi o principal vetor do desequilíbrio financeiro. A readequação exigiu uma redução de R$ 94 milhões na estimativa de arrecadação com vendas de jogadores e registrou aumento de R$ 234 milhões em contratações acima do orçamento inicial.
A contratação de Lucas Paquetá, cujo custo total chegou a R$ 315 milhões, foi apontada pelo diretor-geral Paulo Dutra como um dos principais fatores do resultado negativo. Dutra também citou a venda frustrada do Plata ao Dínamo de Moscou e a expectativa de receita com a cessão de naming rights do Maracanã, que não se concretizou.
Além disso, o clube não obteve os incentivos fiscais previstos e arcou com os custos da troca de comissão técnica, com a saída de Filipe Luís e a chegada de Leonardo Jardim.
Os insucessos esportivos agravaram o cenário. A eliminação na semifinal da Libertadores foi especialmente custosa, uma vez que a eventual conquista do título continental renderia R$ 165 milhões ao clube.
