As eleições em Israel terminaram sem um vencedor claro. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o de seu principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar uma maioria.
Mas a política israelense gira em torno da formação de coalizões, e não de qual partido é o maior. Com isso, o caminho de Netanyahu para permanecer no poder está indefinido, mas a oposição também enfrenta dificuldades para chegar ao governo.
Os partidos contrários ao premiê estão fragmentados e divididos entre direita, esquerda e centro, além de separados entre partidos judeus e árabes.
O Yashar, de Eisenkot, é a maior legenda da oposição. Mas o caminho para que ele chegue ao poder passaria pela cooperação com os partidos árabes, algo que nem todos os líderes partidários da oposição estão dispostos a aceitar.
A contagem final dos votos é esperada até 30 de outubro, e os resultados oficiais da eleição são formalmente publicados uma semana após o pleito, no dia 4 de novembro.
Com isso, os partidos terão de negociar entre si e tentar chegar a uma coalizão que tenha maioria no Congresso.
Como acontecem as negociações pós-eleição em Israel?
Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.
Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.
