A Polícia Federal pediu na 4ª feira (28.out.2026) a prorrogação por mais 60 dias do prazo para concluir a investigação sobre suspeitas de fraude financeira envolvendo o Banco Master. O pedido consta do relatório parcial apresentado ao Supremo Tribunal Federal.
A solicitação foi feita no mesmo documento em que a PF indiciou Daniel Vorcaro, fundador do Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), e outras 13 pessoas por suspeita de envolvimento em crimes financeiros.
O relatório foi elaborado no Inquérito 5.026, relacionado à tentativa de venda do Master para o BRB, que tramita no STF. Eis a íntegra (PDF - 10,1 MB).
Segundo a PF, a prorrogação do prazo é “imprescindível” para concluir exames periciais e diligências complementares “relacionadas às demais hipóteses criminais identificadas ao longo da investigação”.
A corporação diz que a apuração abrange um grande volume de documentos, além de uma rede extensa de agentes e de movimentações financeiras. Esse cenário demandaria “exame técnico especializado e análise integrada das diversas fontes probatórias”.
Os delegados afirmam, no entanto, que o relatório parcial apresentado, que formalizou o indiciamento de 15 pessoas, trata das “linhas investigativas em relação às quais já havia suporte probatório suficientemente consolidado”. A prorrogação permitiria aprofundar a apuração de “hipóteses remanescentes”.
