Eleições legislativas nos EUA podem redefinir o raio de ação da presidência de Donald Trump
“Escolher outra proteína? Eu prefiro escolher outro senador.”
A frase, dita por um homem enquanto preparava hambúrgueres em uma churrasqueira, faz parte de um vídeo da campanha de Scott Colom, candidato democrata ao Senado dos Estados Unidos pelo Mississippi.
A declaração responde à republicana Cindy Hyde-Smith, que sugeriu, em entrevista à emissora Wlox, que os consumidores insatisfeitos com o preço da carne bovina buscassem outras fontes de proteína.
A poucos dias das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para 3 de novembro, o episódio revela como uma preocupação cotidiana chegou ao centro da disputa pelo controle do Congresso. Com a alta do preço da carne bovina e do diesel e a perda de poder de compra, candidatos dos dois partidos passaram a explorar o custo da alimentação na campanha.
Em diferentes estados, porém, a carne assumiu um papel que vai além da economia: tornou-se, ao mesmo tempo, um símbolo da pressão da inflação e um marcador cultural usado para medir a sintonia dos candidatos com os valores das comunidades rurais e do setor pecuário.
🗳️ Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos são realizadas na metade do mandato presidencial e renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Eleições nos EUA: carne bovina vira símbolo de inflação e guerra cultural na disputa pelo Congresso
