Em meio à recente tensão entre Brasil e Estados Unidos causada pela fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para o país, após perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Palácio do Planalto e o Itamaraty pregam cautela sobre possíveis reações contra o governo norte-americano e defendem que o tema não seja politizado.
Depois a derrota no pleito que reelegeu Lula para seu quarto mandato, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde chegou nesta quarta-feira (28/10).
A partida para outro país implica em descumprimento de decisão judicial por Flávio, que havia sido impedido de deixar o Brasil após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi tomada após a Polícia Federal (PF) alertar sobre o risco de o senador fugir do país, onde é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A chegada do filho de Jair Bolsonaro em território norte-americano ocorreu após a Casa Branca afirmar que Departamento de Estado dos Estados Unidos forneceria a ele e sua família vistos para entrarem e parecerem no país, onde também já reside o ex-deputado-federal Eduardo Bolsonaro, em um movimento que é interpretado como mais um aceno do governo norte-americano ao clã Bolsonaro.
Mesmo assim, interlocutores do Itamaraty ouvidos pelo Metrópoles sob condição de reserva, indicam que a diplomacia brasileira não deve se envolver no assunto, ao menos nesse primeiro momento.
