A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, após a derrota na disputa presidencial, consolidou a atuação do bolsonarismo a partir do exterior.
Derrotado no segundo turno das eleições brasileiras, Flávio passou a se articular ao lado dos deputados federais cassados Eduardo Bolsonaro (PL), Alexandre Ramagem (PL), além do jornalista Paulo Figueiredo e outras figuras como Allan dos Santos, todos já baseados em território norte-americano.
Os brasileiros do grupo que já estão nos EUA orbitam em torno do secretário de Estado Marco Rubio. De ascendência direta cubana, ele é ferrenho opositor de governos de esquerda e de imigrantes. É um dos maiores defensores ao regime de sanções a outros países imposto pelo governo Donald Trump.
Rubio, aliás, foi um dos principais articuladores das ações do governo republicano contra o Brasil.
No início da administração Trump, o presidente chegou a justificar sanções impostas ao país e a autoridades brasileiras como resposta ao tratamento que vinha sendo dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, o político vinha sendo julgado por golpe de estado e, no fim, acabou condenado a mais de 27 anos de prisão.
O movimento ganhou contornos mais claros nesta quarta-feira (28/10), quando Flávio divulgou uma carta em que se autodeclara “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, o que foi corrigido algum tempo depois.
