No início de setembro, uma publicação no Instagram anunciou a inauguração de um novo posto de gasolina no Tatuapé, zona leste de São Paulo, com uma promoção atraente: quem abastecesse 35 litros ou mais ganhava uma peça de picanha.
O vídeo promocional era estrelado pelo ex-jogador Vampeta, embaixador da rede Pitstop. “Tá maluco. Dia 4 de setembro, Pitstop Munique, no bairro Tatuapé. Você acha que não vou estar? Vou estar lá na festa, conto com vocês”, dizia o pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira e ídolo do Corinthians.
Um ano antes, o posto Munique ainda era o Auto Posto Rei do Tatuapé, um dos alvos da Operação Tank, da Polícia Federal (PF), deflagrada no mesmo dia da Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo a investigação da PF, o estabelecimento integrava um grupo de postos acusados de adulterar combustíveis e era usado para reuniões dos operadores do esquema.
Essa e outras histórias sobre os impactos e desdobramentos da Carbono Oculto no setor de combustíveis estão na série especial do Metrópoles “Do canavial à Faria Lima”. O segundo capítulo foi publicado nesta quarta-feira (28/10).
Em março deste ano, Flávio Cava, proprietário da rede Pitstop, assumiu o ponto. Com 20 anos de atuação no ramo, ele costuma assumir postos que passam por problemas financeiros ou judiciais e avalia que as operações foram benéficas para os empresários do setor.
“Para mim, a Carbono Oculto foi muito boa.
