O Distritro Federal registrou 115 denúncias de assédio eleitoral desde o início de 2026. Os dados são do Ministério Público do Trabalho (MPT), que detalharam: do total, 37 denúncias foram apresentadas depois do segundo turno, realizado no domingo (25/10).
As ocorrências incluem discriminação, relatos de ameaças e retalições motivadas por preferências políticas. No Distrito Federal, o órgão investiga, por exemplo, situações em que empregadores seriam incentivados a demitir funcionários por terem votado no Partido dos Trabalhadores (PT).
No cenário nacional, o número total de denúncias foi de 2.364 até terça-feira (27/10). Ao fim de domingo (25/10), dia em que foi realizado o segundo turno, o MPT contabilizava 1.937 relatos, portanto 427 denúncias foram realizadas após o segundo dia de votação.
Medidas do MPT
Diante da quantidade de relatos, o ministério organiza um plano de atuação em nível nacional para combater esses casos, que inclui ações judiciais, procedimentos extrajudiciais e pedidos de retratação.
A procuradora do Trabalho Geny Helena Marques afirma que, mesmo que as eleições tenham se encerrado, perseguições motivadas pelo voto não são autorizadas: “Essas situações são formas de discriminação por orientação política e, por estarem relacionadas ao processo eleitoral, também são caracterizadas como assédio eleitoral”.
“O fato de a votação ter terminado não significa que uma pessoa possa ser perseguida ou perder o emprego por sua escolha nas urnas”, finalizou.
