Em meio ao avanço da inteligência artificial na indústria cinematográfica, “O Bosque Selvagem” surge como uma celebração da arte feita por mãos humanas. O animador brasileiro Thiago Calçado, que integra a equipe da nova produção em stop-motion do estúdio Laika (“Coraline”, “Paranorman”), acredita que o filme representa uma defesa da arte feita por humanos. A obra estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros.
Em entrevista à CNN Brasil, o profissional, que também trabalhou em produções como “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016) e “Pinóquio” (2022), de Guillermo del Toro, destacou a importância do trabalho artesanal por trás da animação, que levou cerca de cinco anos para ser produzida.
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“Eu acho que esse filme é uma bandeira do tipo pró-arte, feito pelas mãos de artistas, de humanos para humanos. Vai ser uma bandeira”, afirmou.
Calçado também criticou o uso crescente da inteligência artificial na criação artística e ressaltou que o cuidado dos profissionais envolvidos na produção é um dos principais diferenciais do longa.
“A IA está tomando conta de uma maneira muito vazia, e esse filme vem para mostrar como é possível fazer arte, dar alma para uma história, sendo feita por artistas que estão lá se dedicando há cinco anos. Não é algo vazio, efêmero.
