“Muitas pessoas vivem a solidão sem desejar, mas eu pude escolher. É muito diferente se expor à solidão por escolha e sabendo que tem um lugar para voltar”, conta Tamara Klink. “Eu vi a solidão muito mais como uma chance de descoberta sobre mim como humana, como indivíduo, como ser vivo, do que como uma punição ou uma dificuldade.”
Tamara Klink estará em Brasília, em mais uma edição do Metrópoles Talks, para compartilhar os aprendizados no encontro “Travessias pessoais: Desafios, coragem e o que aprendi sozinha no mar gelado” no dia 2 de dezembro (quarta-feira), às 20h, no Auditório Planalto do Ulysses Centro de Convenções.
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“A verdade sobre quem eu sou quando não tem ninguém ao redor, quem eu sou quando ninguém vai dizer o meu nome, quando ninguém vai me salvar, quando ninguém vai me dar carinho, quem eu sou sem meu sobrenome. Eu nunca tinha vivido sem nome próprio, sem idade, sem gênero”, explica a velejadora e escritora sobre o que a solidão do mar a ensinou.
“Não sei se eu sempre gostei, mas eu via a invernagem como uma chance de descobrir a verdade com V maiúsculo. A verdade sobre o que acontece quando chega o inverno e o mundo se transforma, quando um espaço que antes era navegável se torna terra firme, quando os animais vão embora, quando o som vai embora e a gente fica no silêncio”, reflete.
