Equivocadamente, muitas pessoas acreditam que, para praticar sexo anal, é necessário eliminar completamente os resíduos por meio da chuca.Quando realizado em excesso, no entanto, esse hábito pode ser extremamente prejudicial para o ânus e para o reto.
Os riscos
Em entrevista ao Metrópoles, o médico coloproctologista Danilo Munhóz explica que, com o tempo, a lavagem acaba retirando parte da camada natural de proteção e irritando a região, que é muito sensível.
“Com a repetição, podem surgir ressecamento, ardência, pequenas feridas, dor e sangramento. O risco aumenta quando a pessoa faz várias lavagens seguidas, usa muita água ou tenta limpar regiões cada vez mais profundas. Por isso, a chuca não deve ser encarada como uma higiene obrigatória do intestino”, alerta.
Além disso, segundo o especialista, a irritação constante pode provocar feridas que criam um ambiente propício para infecções se desenvolverem. “Isso não significa que a ‘chuca’, sozinha, cause uma infecção. O que sabemos é que uma área com pequenas feridas pode ficar mais vulnerável caso haja contato com algum agente infeccioso durante o sexo”, comenta.
