“A gente precisa lembrar os nossos heróis, dos nossos feitos”. É assim que o cineasta Carlos Saldanha reflete sobre a decisão de levar para as telas a história da travessia de 100 dias do velejador brasileiro Amyr Klink. Em 1984, ele se tornou o primeiro a cruzar o Atlântico Sul a remo, em uma jornada solitária que durou 100 dias. O filme, que conta toda essa história estreia nos cinemas nesta quinta-feira (29/10).
Em entrevista ao Metrópoles, integrantes do elenco contaram como foi participar do projeto, que, além de retratar a jornada solitária do velejador, aposta em um espetáculo visual construído a partir das paisagens da travessia.
Apesar de contar a história de sua própria vida, baseada no livro escrito durante a travessia, Amyr Klink deixou a adaptação nas mãos do diretor Carlos Saldanha. Conhecido pelos trabalhos no universo da animação, como A Era do Gelo e Rio, o cineasta dedicou oito anos ao projeto para levar a história ao cinema.
“Logo que eu decidi fazer o filme, eu saí para jantar com o Amyr. Ele foi muito generoso com a gente, porque ele falou: ‘Olha, você está contando a história do meu livro. Eu já fiz a minha travessia. Esse livro foi um marco na minha vida. Agora é seu. Agora você faz o que você acha’. Ele deu total confiança na execução”, contou Saldanha.
