Belo Horizonte -Demitir por motivopolítico ou divulgar listas de boicote a lojaspode render punições como indenizações, recontratação e processo criminal. As alertas vêm de advogados trabalhistas ouvidos pelo Metrópoles diante de uma série de manifestações contra apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais.
Os episódios ganharam força após viralizarem nas redes sociais casos de empresários no país inteiro se envolvendo no movimento de defender a demissão de adversários políticos, ameaçar funcionários e anunciar o cancelamento de ações sociais em protesto contra o resultado das eleições presidenciais.
Entre os empresários que se manifestaram está Thiago Corrêa Bastos, ligado ao estúdio de produção musical Comemorarte BH. Nessa terça-feira (27/10), ele publicou nas redes sociais a mensagem: “Demita os petistas da sua vida e dos seus negócios”.
Em Itamogi, no Sul de Minas, o empresário e ex-prefeito Januário Arantes, proprietário da Pré-Moldado Concreto Arantes, ameaçou demitir funcionários que comentassem sobre o resultado das eleições presidenciais.
Segundo os advogados Letícia Castro e Gabriel Brum, a liberdade de manifestação política não autoriza empregadores a perseguir funcionários por suas escolhas eleitorais.
“Nesse cenário que temos acompanhado no Brasil após as eleições, há uma enxurrada de empresários e diretores de empresas dizendo que, se a pessoa votou no Lula ou no Bolsonaro, será demitida. Isso configura assédio eleitoral.
