Foto de 19 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB)
Joédson Alves/Agência Brasil
A ex-diretora executiva de Controle e Riscos do Banco de Brasília (BRB) Luana de Andrade Ribeiro alertou a cúpula do banco sobre problemas em carteiras de crédito compradas do Banco Master, aponta a investigação da Polícia Federal.
Segundo relatório da PF divulgado nesta quarta-feira (28), ela informou que havia R$ 1,1 bilhão em créditos com atraso superior a 15 dias.
A área de Riscos também não havia recebido as averbações dos contratos, documentos usados para confirmar a natureza consignável dos créditos. Mesmo assim, as transações foram confirmadas.
Em mensagem enviada em 12 de fevereiro de 2025 ao então diretorexecutivo de Finanças e Controladoria do banco, Dário Oswaldo Garcia Júnior, Luana afirmou que fazia a análise “na confiança”.
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Na mesma conversa, classificou a operação como uma “colcha de retalhos”, por não conseguir reunir todas as condições em um único parecer. De acordo com a investigação, Luana ainda sofria " pressão hierárquica" para concluir o trabalho.
"Tô fingindo demência com o chefe. Pra ele parar de brigar", escreveu, segundo o inquérito.
➡️ Dário e Luana estão entre os 15 indiciados no caso.
Apesar dos problemas com a documentação, Luana informou a aprovação do parecer.
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