A carta de teor golpista divulgada pelo ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (28), após chegar aos Estados Unidos, provocou manifestações de parlamentares da oposição e de aliados de Lula nas redes sociais. No documento, ele alega fraude no segundo turno das eleições de 2026 sem apresentar provas e anuncia que pretende liderar a oposição do exterior.
Em uma versão da carta, Flávio apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Depois, substituiu a expressão por “líder do Brasil”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro (PL), ou 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) leu a carta em vídeos publicados nas suas redes sociais. Ele chamou Flávio de asilado político nos Estados Unidos e defendeu a união dos aliados na disputa pelo comando do Senado.
Jordy reproduziu a versão na qual Flávio se apresenta como presidente eleito e afirma que vai liderar a oposição do exterior. Ao comentar o documento, disse ser a hora de “estarmos unidos para conquistar a Presidência do Senado e lutar contra a ditadura do Judiciário no nosso país“.
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), também eleito senador em outubro, classificou a situação de Flávio como uma “perseguição ditatorial” do Judiciário.
