Nem mesmo uma inteligência artificial (IA) é garantia de sucesso na hora de identificar outra máquina. Em um estudo que colocou chatbots no papel de interrogadores, os sistemas reconheceram corretamente participantes de IA em apenas três de 98 testes.
A pesquisa, publicada na revista Computers in Human Behavior Reports, adaptou o Teste de Turing para investigar se modelos de linguagem conseguem distinguir pessoas de outros chatbots durante uma conversa.
O que é o Teste de Turing?
Proposto pelo matemático britânico Alan Turing em 1950, o experimento avalia se uma máquina consegue conversar de maneira semelhante a uma pessoa. Em sua versão mais conhecida, um avaliador troca mensagens escritas com um humano e um computador, sem saber quem é quem, e tenta identificar a máquina.
O desafio envolve a capacidade de imitar a comunicação humana. Um bom resultado, por si só, não demonstra que a máquina possui inteligência equivalente à de uma pessoa.
Como as IAs tentaram identificar outras IAs?
Os pesquisadores inverteram o papel do avaliador e colocaram sete modelos nessa função, incluindo GPT-4.5, Claude 3.7 Sonnet, Gemini 2.5 Pro e Grok 3. Cada sistema podia fazer até dez perguntas antes de decidir se conversava com uma pessoa ou outra IA.
Participaram 20 voluntários humanos e os mesmos sete modelos.
