A Polícia Federal (PF) encontrou indícios de que documentos usados para justificar operações entre o Banco Master, a Tirreno e o Banco de Brasília (BRB) só foram elaborados ou concluídos depois que órgãos de controle cobraram explicações sobre as transações.
A informação consta do relatório parcial do Inquérito 5.026, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e integra as investigações da Operação Compliance Zero.
A PF afirma que parte dos documentos não existia quando ocorreram as operações financeiras. Segundo os investigadores, os responsáveis produziram esses registros posteriormente, com datas anteriores. Entre as irregularidades descritas pela investigação estão Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) assinadas meses depois das datas registradas nos próprios documentos, procurações geradas em lote e a retirada de datas de termos de consentimento.
A PF também afirma ter encontrado contratos assinados e reconhecidos em maio de 2025, apesar de terem sido apresentados como se tivessem sido celebrados em dezembro de 2024. Documentos preparados dentro do próprio Banco Master teriam sido posteriormente enviados à Tirreno para que a companhia aparecesse formalmente como remetente.
PF cita produção em massa de documentos
De acordo com o relatório, o problema surgiu à medida que o BRB e o Banco Central aprofundaram as verificações sobre as carteiras negociadas.
