O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28/10) que espera que os Estados Unidos não interfiram nos assuntos internos do Brasil.
A declaração foi dada ao comentar a carta em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um apelo à comunidade internacional após a derrota nas eleições presidenciais.
“Ele [Trump] tem todo o direito de opinar sobre política externa, como o Brasil tem direito de opinar sobre política externa de qualquer outro país. Ele tem direito de opinar sobre eleições, mas eu espero, de fato, que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”, disse Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio.
Na carta, divulgada nesta quarta, Flávio pediu que a comunidade internacional não “normalize” o que chama de perseguição política no Brasil contra ele.
“À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal”, afirmou.
No documento, Flávio também agradeceu a Trump e ao governo norte-americano pelo acolhimento e afirmou que pretende comandar a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos.
O senador chegou ao território norte-americano nesta quarta-feira, após deixar o Brasil e passar pela Argentina. Uma autoridade da Casa Branca informou que o governo dos Estados Unidos concederá vistos a Flávio e família.
