A carta com tom golpista divulgada nesta quarta-feira (28) pelo senador e ex-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, teve, até o início da noite, duas versões. A primeira delas, na qual Flávio se auto declarava "presidente eleito do Brasil", trazia no topo um antigo brasão do governo brasileiro com a inscrição "Estados Unidos do Brazil". Minutos depois, o documento foi atualizado, passando a se referir a Flávio como "líder do Brasil". A mudança do brasão que abre o documento também aconteceu, incluindo o brasão atual, em que é possível o nome completo correto: "República Federativa do Brasil".
Independentemente das motivações da escolha na carta, o fato é que o nome "Estados Unidos do Brazil" não é utilizado desde 1967. Adotado com a Proclamação da República em 1889, o nome tem inspiração nos EUA (ou "Estados Unidos da América"). Com a Constituição de 1967, foi substituído por "República Federativa do Brasil", que vale até hoje. Veja abaixo a diferença nos dois brasões:
À esquerda, brasão adotado até 1967. À direita, o brasão usado até hoje
Wikimedia Commons
A escolha pela troca do brasão do Brasil no documento permite revisitar os muitos nomes que o país já adotou (ou foi referenciado) desde 1500. As versões oficiais são cinco: Colônia do Brasil do Reino de Portugal; O Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves; Império do Brasil; República dos Estados Unidos do Brasil e República Federativa do Brasil. Mas a história é mais rica do que isso.
Quando o Brasil deixou de ser "Estados Unidos do Brazil"? Veja os nomes que o país já teve
