O Ministério Público do Trabalho recebeu mais de 1.140 relatos de assédio eleitoral nos 3 dias seguintes ao 2º turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo (25.out). O número foi divulgado nesta 4ª feira (28.out.2026), durante uma entrevista do Ministério do Trabalho e Emprego a jornalistas, em Brasília.
Segundo o procurador do Trabalho Maurício Coentro Paes de Mello, o órgão contabilizava aproximadamente 3.080 relatos relacionados ao processo eleitoral deste ano. Os registros feitos depois da votação representam mais de um terço desse total.
O crescimento ocorre depois de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL) iniciarem uma campanha nas redes sociais para incentivar a demissão de trabalhadores e o boicote a empresários e prestadores de serviço identificados como eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula foi reeleito para seu 4º mandato depois de derrotar Flávio no 2º turno.
O movimento inclui chamados à demissão de empregados, à recusa de contratação de profissionais e ao boicote a pequenos empresários e empreendedores autônomos associados a eleitores petistas.
Listas com nomes de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço identificados como apoiadores de Lula estão sendo distribuídas em grupos de WhatsApp em diferentes cidades.
O MPT acompanha relatos de ameaças, demissões, recusas de contratação e outras formas de retaliação motivadas por posicionamento político.
